Submersos particulares

Duosp

sinopse

Submersos Particulares é um dueto que fala sobre encontros e desencontros, que convoca a experiência de se estar presente e submerso em si e no outro. Trata da relação de dois amigues que voltam a dançar juntes depois de dois anos em isolamento social.


Nessa dança, relembram no corpo memória a distância vivida, a desorientação, a busca de sentido para voar, correndo em diversas direções, procurando um caminho que não o norte, que não o certo, que não o de sempre, mas outro, mais simples, íntimo e bagunçado que convoque o real e não o ideal. Um caminho de corpo, pele e pulsação de vida.

Sobre

A criação do dueto vem de um desejo já antigo da dupla de estudar, entender e encontrar a própria dança. Desde quando se conheceram, um forte laço foi formado, em uma relação de companheirismo, amizade e profissionalismo, que trilhou um longo caminho até a estreia como duo. Em meio a pandemia, começaram a pesquisar como fazer arte para as telas, resultando na vídeodança “Céu de Paredes,” onde retratam suas vivências pandêmicas, a partir de uma dança criada dentro do apartamento, com o pé no concreto e isolada socialmente.


A partir dessa experiência que parte a criação do dueto. Uma vontade de continuar a pesquisar os desdobramentos da pandemia nos corpos sedentos pelo contato físico, em que as relações, desejos, intimidades e frustrações vividas, são disparadores para o mergulho nas singularidades um do outro, transbordando-as no dueto “Submersos Particulares”.


por quê?

Dançar para não esquecer aquilo que já foi. A importância da dança como uma maneira de documentar, de modo poético e sensível, tempos tão difíceis vividos no ápice da pandemia da Covid-19. O dueto propõe uma reflexão a respeito dessa temática, em que a linguagem da dança, assim como outras expressões artísticas, pode acessar lugares da imaginação e do simbólico, possibilitando uma experiência estética e extracotidiana, em que os espectadores colocam no palco seus desejos e sensações, dançando sinestesicamente com a dupla as dificuldades e alegrias da existência humana. Em “Submersos Particulares", Bruna e João dançam como uma revoada pelo espaço, numa ventania que reverbera naqueles que a sentem, convocando-os a se perder e se encontrar nesse voo.

"Quem tem poder não é o artista, é a obra de ​arte. Porque o artista vai embora. a obra fica, ​continua dando sentido, gerando sentido. ​Então, eu acho que a obra que você faz é que ​forma o público dela que seduz o público dela ​- que passa a se interessar por aquilo, ter ​curiosidade. E, através daquilo, vai aprender ​alguma coisa." - Tunga

Concepção Artística e artista inspiração

A obra parte de um vídeo caseiro, gravado na Rosa dos Ventos do Parque Ibirapuera, onde a dupla, por meio de técnicas do contato improvisação e uma célula coreográfica dançam. A rosa dos ventos passa a ser cenário e age como um símbolo, da busca e da falta de sentido, apontando para várias direções.


A performance segue uma linha dramatúrgica que explora na dança, sonhos, dores da pandemia, desejos pulsantes, caminhos de vida e esperanças para o futuro, sendo fortemente influenciadas pelas obras e pensamento artístico de Tunga.

"Antônio José de Barros Carvalho e Mello Mourão, conhecido como Tunga, foi um escultor, desenhista e artista performático pernambucano. É considerado uma das figuras mais emblemáticas da cena artística nacional. Desenhos, esculturas, objetos, instalações, vídeos e performances. A diversidade de suportes revela os seus múltiplos interesses, que percorriam diferentes áreas do conhecimento, como literatura, matemática, arte e filosofia. A pluralidade também se fez presente no uso de materiais. De maneira notável, Tunga explorou ímãs, vidro, feltro, borracha, dentes e ossos." - site Itaú Cultural

As projeções da rosa dos ventos, criada por Victor Martins, exploram texturas e tons também inspirados em Tunga e junto com a Iluminação acompanham a linha dramatúrgica da performance, indo da cor azul, mais fria e densa, para a vermelha, mais quente e pulsante, até terminar na amarela, trazendo o sol.

"Eu percebi que fazer arte não é outra coisa ​senão juntar coisas. Mas, juntar coisas, o mundo ​mesmo junta as coisas, todo mundo junta coisas. ​Não é só juntar coisas, é fazer com que, ao juntar ​coisas, apareçam dessas coisas que nos ​surpreendam, coisas que estão ali, mas estão ​veladas." - Tunga

Concepção Artística

Na pesquisa o DuoSP traz elementos audiovisuais, apresentando trechos do vídeo gravado no parque, cenas da videodança “Céu de Paredes” e materiais inéditos produzidos para a obra. Esses vídeos fazem parte e compõem um cenário simples: duas cadeiras, uma mesa com garrafa térmica de café, bandeja, duas xícaras, maçã e um sachê de chá.


As composições musicais de Loro Bardot, foram essenciais para a criação do dueto, como propulsoras dos improvisos e estudos de movimentos de dança contemporânea, orientados pelo coreógrafo Lucas Oliva.


A cena inicial foi criada a partir do “improviso das mãos” mergulhando na ideia de que nosso futuro está escrito nelas, como uma bússola que nos guia, os movimentos partem das extremidades e convocam o restante do corpo. Bruna e João iniciam a dança separades e vão se aproximando, buscando entrelaces, chegando ao “improviso dos encaixes” onde o toque se faz presente e podem enfim se abraçar. Ao longo da obra, os improvisos partem da coreologia (estudo do movimento proposto na primeira metade do século XX pelo coreógrafo, bailarino e pesquisador austro-húngaro Rudolf Laban) e as células coreográficas se repetem em qualidades diferentes de movimento, unindo a dança, as cores e os significados em Submersos Particulares.

SOBRE NÓS

DuoSP é um núcleo independente de pesquisa e produção em dança composto por Bruna Mondeck e João Guilherme, artistas naturais do estado de São Paulo. Se conheceram no ano de 2016 quando começaram sua jornada de criação artística em dupla. Desde então exploram suas experiências em dança clássica e contemporânea e unindo-as com suas formações acadêmicas em Artes Cênicas e Audiovisual originaram o DuoSP. Estrearam em 2022 o dueto "Submersos Particulares" espetáculo de dança contemporânea, no espaço cultural independente Centro da Terra, em 2023, participaram do festival Dançamix Satyrianas e do Festival de Artes Integradas e em 2024 realizaram uma temporada com 7 apresentações no Matilha Cultural. Também criaram a vídeodança “Céu de Paredes” contemplada com o Prêmio Funarte RespirArte, na qual foram diretores, bailarines e editores (2021). Participaram como intérpretes criadores do Clipe Musical de Tan Brown feat. SO LO “ELEPHANTS”, produzido pela Usina Reality Films (2018) e foram dramaturgues e bailarines no espetáculo infantil da escola Tentáculo Dança, “O Portal Encantado” (2016).

“É bagunça, o que é bagunça, o mundo é bagunça e ​a gente trata de dar ordem a essa bagunça, dar ​ordem é achar as coisas, então no meio de uma ​coisa confusa você acha, descobre, depois essa ​coisa volta a essa confusão, quando você toma de ​novo você redescobre essa coisa” - Tunga

João Guilherme

DRT: 0039097/SP 0049529/SP

Bailarino, artista produtor, videomaker e Arte Educador. Além do DuoSP, é integrante do Grupo Ponto Zero, sendo intérprete-criador e editor de vídeodanças como ECOS e 2.0. Fez parte do Palíndromo coletivo artístico, como bailarino do espetáculo “Severina”. Integrou a Cia Jovem Tentáculo como bailarino, professor e ensaiador. Participou da remontagem da ópera Thaïs, de Jules Massenet, para o Theatro Municipal de São Paulo e foi Bailarino da Cisne Negro Cia de Dança, atuando em turnês nacionais e internacionais. Formado em Comunicação Social - Rádio, Tv e Internet pela USCS e em ballet clássico pela Royal Academy of Dance.

Bruna Mondeck

DRT: 0049759/SP

Atriz, bailarina e arte educadora. Atualmente faz parte do Grupo Ponto Zero, criado em 2018, com foco em pesquisa corporal e teatral; integra o corpo docente da Escola Lourenço Castanho com aulas de dança e é arte educadora no Ateliê Dança com Criança de Melina Sanchez. Bacharel em Teatro na Escola Superior de Artes Célia Helena. Fez parte do Caleidos Cia de Dança, dirigido pela Profa. Dra. Isabel Marques e Fábio Brazil, de 2018 a 2021, como intérprete criadora participou de espetáculos no Sesc Osasco, Belenzinho e no Instituto Caleidos. No período de 2016 a 2018 foi bailarina na Cia Tentáculo jovem de Lilliane de Grammont, onde participou no canal Arte 1 – “Arte Na Fotografia”, com o espetáculo “Onírico”.

apresentações

24ª edição do Festival Satyrianas em 2023

satyrianas.com.br/dancamix


Festival de Artes Integradas 2023

instagram.com/espacodeartesintegradas


Tempora Matilha Cultural 2024

Estreia

Submersos Particulares teve sua estreia em Julho de 2022 no Espaço Cultural Independente Centro da Terra, na rua Piracuama, 19 - Perdizes. www.centrodaterra.org.br

Com curadoria de Diogo Granato, o DuoSP apresentou uma temporada de duas semanas que aconteceu entre os dias 07 e 15 de Julho. totalizando 04 apresentações.

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